quem forma a brigada de indendio

A brigada de incêndio possui funções que vão muito além das mais conhecidas pela população, como a evacuação de edificações em caso de incêndio. Mas você sabe quem forma a brigada de incêndio? Saiba mais a respeito desses profissionais.

Não importa qual seja o segmento da sua empresa, toda edificação está sujeita a situações de emergência.

No caso de incêndio, existem setores onde esse risco é maior, como locais que portam combustíveis ou inflamáveis.

Um posto de gasolina, por exemplo, tem maior risco de incêndio do que uma loja de calçados de pequeno porte.

Ainda assim, por menores que sejam os riscos de um incêndio, os cuidados preventivos são essenciais para a proteção à vida de quem transita naquele espaço e também importantes para evitar prejuízos materiais e outros aborrecimentos.

E é nisso que atua a brigada de incêndio.

Você sabe o que é a brigada de incêndio?

Muitas vezes ouvimos falar sobre, mas não sabemos o que é e nem quem forma a brigada de incêndio.

Trata-se de um grupo de funcionários credenciados e preparados para atuar em situações de prevenção e combate a incêndio, promovidas pela própria instituição de trabalho.

É a brigada de incêndio que fica responsável pela organização de evacuações em massa de edificações durante qualquer emergência, geralmente em casos de incêndio.

Também é a brigada de incêndio que previne esse tipo de acidente, realizando por exemplo a checagem periódica de extintores, saídas de emergência e etc.

A brigada de incêndio tem a função de treinar a equipe da empresa para uma situação de evacuação padrão em qualquer sinal de chamas não controladas.

Quem forma a brigada de incêndio?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem começa a se interessar por esse tema. Cada estado do país possui uma legislação individual para a brigada de incêndio.

No geral, o grupo que forma a brigada de incêndio deve ser composto por colaboradores que sejam fixos na empresa e voluntariamente se candidatam à função de brigadista.

Esse funcionário deve ter a maior parte da sua rotina de funções localizada dentro das instalações, para que possa exercer a sua responsabilidade em uma situação de emergência.

O número de brigadistas vai depender da legislação do estado, e por isso a empresa deve estar informada a respeito, caso precise de uma brigada de incêndio.

Existe uma hierarquia para os integrantes que formam a brigada de incêndio. Ela acontece em nível crescente de autoridade, começando pelos brigadistas, que são capacitados para a prevenção e combate a incêndios, além da prestação de primeiros socorros.

Depois dos brigadistas, existe a posição do líder, que é responsável por coordenar os funcionários brigadistas de um setor. Em sequência está o chefe, que é responsável por coordenar brigadistas de toda uma edificação.

No topo dessa hierarquia está o coordenador geral, que supervisiona e orquestra o trabalho de todos os brigadistas utilizando uma planta de vários edifícios.

Todos os brigadistas, em qualquer posição hierárquica, devem receber um treinamento mínimo de doze horas, sendo pelo menos quatro destinadas a atividades práticas.

Quais são as funções principais da brigada de incêndio?

A brigada de incêndio de uma empresa deve, primordialmente, executar o treinamento periódico esporádico de toda a equipe profissional para evacuações em situação de emergência.

Cabe também à brigada de incêndio, junto a CIPA, fiscalizar internamente as instalações e os equipamentos de segurança e prevenção.

Essa fiscalização se estende a qualquer situação potencializadora de elevação de risco de incêndio, como por exemplo uma instalação elétrica irregular.

A brigada de incêndio deve também estar preparada para atuar durante a evacuação em caso de emergência e na prestação de primeiros socorros a vítimas de acidente de qualquer natureza.

Todo condomínio comercial ou residencial, precisa ter um plano de emergência de abandono do prédio no caso de incêndio.

Acidentes como incêndios, são situações trágicas que podem ocorrer em qualquer lugar e variadas proporções, desde edifícios comerciais, hotéis, fábricas, galpões de armazenamento, clubes e outros.

Por isso a importância de se implantar medidas de segurança, desde edificações comerciais até residenciais. Extintores de incêndios, saídas de emergência, materiais da construção que sejam à prova de fogo, uso de sprinklers e outros, são exemplos de medidas.

Todo condomínio precisa ter um plano de emergência em caso de incêndio e por isso, hoje em nosso BLOG vamos falar sobre a brigada de incêndio, suas funções e procedimentos. Além disso, separamos alguns procedimentos importantes para que você possa se proteger e ainda proteger outras pessoas ao seu redor.

Brigada de incêndio

Seja qual for o ramo de atividade, toda empresa está sujeita à algum tipo de emergência como incêndio. Certamente alguns setores produtivos possuem um risco maior como postos de combustíveis, porém mesmo nos de menor risco, as ações preventivas não podem deixar de existir, pois até mesmo escritórios estão sujeitos à incêndios. E para isso as empresas precisam ter brigada de incêndios.

O que é brigada de incêndio?

Trata-se de um grupo formado por colaboradores da empresa, que de forma voluntária se credencia para participar de ações de combate a incêndio desenvolvidas pela empresa.

Além de ser responsável por coordenar a evacuação dos edifícios em situações de incêndio ou outro acidente, a brigada de incêndio também é responsável pela elaboração de ações de prevenção de acidentes, como checagem de saídas de emergência, dos extintores e afins.

A brigada de incêndio tem como função treinar toda a empresa para situações de evacuação padrão a qualquer sinal de fogo que não esteja controlado.

Como a brigada de incêndios é formada?

Apesar do estabelecimento ser regulamentado a nível nacional, cada estado possui sua legislação específica com relação a brigada de incêndio.

De forma geral, o grupo deve ser composto por funcionários fixos da empresa que se voluntariam para tal. Necessário que o colaborador tenha sua maior parte da rotina de trabalho interna e assim possa estar presente em caso de algum acidente.

A brigada de incêndio possui uma hierarquia entre os integrantes que é estabelecida por nível de autoridade, tais como:

  • Brigadistas – são capacitados para combate e prevenção de incêndios e também atuação em primeiros socorros;
  • Líder – coordena os brigadistas de determinado setor;
  • Chefe – coordena os brigadistas de uma edificação específica;
  • Coordenador geral – coordena o trabalho de toda a brigada de incêndio de uma planta complexa.

Como saber se a empresa precisa ter brigada de incêndio?

Conforme a NR-23 empresas que possuam mais de 20 funcionários, tem a brigada de incêndio como obrigatória. O cálculo da quantidade de pessoas da brigada de incêndio fica a critério da legislação estadual, pois a NR-23 não determina esse número.

Procedimentos básicos dos brigadistas em caso de emergência

Alerta – Após identificar uma situação de emergência, alerte através dos meios de comunicação disponíveis, os ocupantes e os brigadistas.

Análise da situação – Após o alerta ter sido feito, os brigadistas precisam analisar a situação desde o início até o final do sinistro e havendo necessidades, acionar o Corpo de Bombeiros.

Procedimentos necessários

Havendo vítimas – No caso de ter vítimas, o importante é analisar se necessitam de socorro e prestar os primeiros socorros, mantendo ou restabelecendo suas funções vitais, até que se obtenha um socorro especializado.

Identificando a necessidade de remoção, é necessário recorrer a um socorro especializado, que já está previsto no seu plano de emergência.

Havendo incêndio – Importante verificar se existe a necessidade de cortar a energia elétrica. O corte da energia elétrica dará segurança a todos que estão combatendo o acidente. Muito importante se atentar, pois o corte de energia não pode afetar o funcionamento dos seus equipamentos de combate a incêndio, ou seja, a energia da caixa de máquina não pode parar.

Havendo necessidade de abandono de área – após a análise, proceder com o abandono de área parcial ou total, conforme comunicação pré-estabelecida, para que seja de forma ordenada e coordenada. Todos devem ser enviados para uma área com no mínimo 100m de distância do acidente.

Havendo necessidade de isolamento de área – isolar a área fisicamente, de modo a garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas adentrem ao local.

Havendo necessidade do confinamento da área – para que se evite a propagação do sinistro e suas consequências.

Havendo necessidade de combate – terminar o sinistro e tentar restabelecer a normalidade.

Após o sinistro controlado

Um ponto muito importante e que não pode ser deixado de lado é a investigação.

Após o sinistro controlado é imprescindível se levantar as possíveis causas do sinistro, as suas consequências, emitir o relatório para discussão nas reuniões extraordinárias, com o objetivo de propor medidas corretivas e evitar a repetição dessa ocorrência.

Após o relatório feito, se faz necessário enviar para os setores responsáveis e também para arquivo.

Mas como nós devemos nos comportar em caso de incêndio?

  • Descubra, de forma segura, o que está pegando fogo e sua extensão. Tendo brigadistas no local, fique tranquilo, pois eles entrarão em ação.
  • Tenha calma e siga as instruções dos brigadistas. Caminhe de forma acelerada, porém sem correr e de forma alguma, empurre alguém.
  • Se no locar tiver alarme, acione, pois pode ter pessoas em outros locais e ainda não estarem cientes do incêndio.
  • Sempre feche portas e janelas ao sair, mas não tranque-as. Ao diminuir a quantidade de oxigênio presente é possível evitar que o fogo de propague e evolua.
  • Se atente a todos ao seu redor. Caso note alguém que esteja ficando descontrolado ou nervoso, tente acalmá-lo, pois essa pessoa pode representar um grande risco nesse momento.
  • Nunca volte para pegar nada. Sua vida é muito mais importante que qualquer objeto que tenha ficado para trás.
  • Nunca use elevadores! Você correrá sério risco de ficar preso dentro do elevador.
  • Sua roupa servirá como barreira para o calor e poderá evitar desidratação. Se possível, molhe-as. Além de evitar que se queimem, ajudará a manter sua pele úmida e hidratada.
  • Sempre se dirija para o térreo e saia do local. Somente suba, no caso das chamas estarem vindo dos andares abaixo do seu.
  • Se precisar abrir alguma porta, sempre verifique a existência de fumaça, ou se a maçaneta ou a porta estão quentes. São sinais de que pode ter chamas do outro lado da porta. Abra com cautela!
  • Em locais com fumaça, coloque um pano, de preferência molhado, cobrindo o nariz. Dependendo, essa fumaça pode ser fatal. Caso o local já esteja coberto pela fumaça, se abaixe e saia do local rastejando.
  • Caso não seja possível sair do local, procure alguma sala que tenha janela. Se possível, molhe-a para que possa dificultar que as chamas se alastrem. Feche a porta do local, vede frestas com tapetes, cobertores, ou algum tecido que evitar a passagem da fumaça. E tente sinalizar para que possam identificar sua localização.

Como socorrer vítimas de incêndio?

Abaixo listamos os primeiros socorros para vítimas de incêndios:

  • Mantenha a calma e chame o Corpo de Bombeiros e ambulância telefonando para 192 ou 193;
  • Amarre um pano limpo e molhado no rosto para evitar que respire fumaça;
  • Caso haja fumaça, se mantenha agachado, próximo ao chão, que é onde tem mais oxigênio e o calor é menor;
  • Retire com segurança, a vítima do local e deite-a no chão;
  • Caso o corpo da vítima esteja em chamas, tente rolar a vítima no chão para que as chamas se apaguem;
  • Verifique os sinais vitais da vítima;
  • Dê espaço para que a vítima possa respirar;
  • Nunca ofereça líquidos.

Lembrando que é fundamental que seja oferecido a máscara de oxigênio a todas as vítimas que possam ter inalado fumaça durante o incêndio e assim, diminuir as chances de intoxicação, desmaio e até mesmo morte.

Respiração boca a boca

Caso a vítima não consiga respirar sozinha, a respiração boca a boca é o indicado:

  • Deite a vítima de barriga para cima;
  • Deixe suas roupas frouxas;
  • Estique o pescoço da vítima para trás, deixando seu queixo para cima;
  • Tente ver se existe algum objeto em sua garganta abrindo sua boca e tire com os dedos ou pinça;
  • Feche o nariz da pessoa com seus dedos;
  • Encoste sua boca na dele e jogue ar da sua boca para dentro da dele;
  • Repita esse processo 20 vezes por minuto;
  • Fique atento ao peito do acidentado com o objetivo de ver se existe alguma movimentação;
  • Quando perceber que voltou a respirar sozinho, tire sua boca da dele e deixei que respira livremente. Mas se atente a sua respiração, pode ocorrer de parar novamente de respirar e nesse caso, será necessário recomeçar o processo desde o início.

Massagem cardíaca (em adultos)

Realize uma massagem cardíaca, no caso do coração da vítima não estar batendo:

  • Coloque a vítima deitada de barriga para cima;
  • Deixe a cabeça do acidentado um pouco para trás, e deixe o queixo mais para cima;
  • Utilizando apenas a palma de sua mão, apoie as mãos abertas (uma sobre a outra) e com os seus dedos para cima;
  • Posicione suas mãos, em cima do lado do coração e mantenha seus próprios braços bem esticados;
  • Faça compressão cardíaca 30 vezes e depois jogue o ar da sua boca, dentro da boca da vítima;
  • Refaça esse procedimento ininterruptamente e verificando se o acidentado voltou a respirar;
  • Não interrompa as compressões, então se estiver cansado, solicite que outra pessoa continue o procedimento e mantenham o revezamento.

Massagem cardíaca (em crianças e bebês)

Em caso de massagem cardíaca em crianças e bebês, o procedimento é o mesmo dos adultos, porém ao invés de utilizar as mãos, utilize os dedos.

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